Como tudo começou: um chamado de impressora
Em 2004, dentro da UTFPR em Ponta Grossa, nascia a Pellissari com um objetivo simples: descomplicar tecnologia. Anos depois, em 2011, registramos o primeiro chamado no nosso GLPI. Era um pedido de impressora, nada épico, mas simbólico. Aquele pequeno chamado foi o primeiro de mais de 250 mil atendimentos que viriam.
Uma história de sucesso como a da Pellissari precisava começar com um chamado de impressora, né?

Onde entro nessa história
Meu papel nessa história começa em 2019. Recém-formado em Engenharia de Computação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e em busca do meu primeiro emprego, entrei na Pellissari como técnico de suporte. A partir dali, fui conhecendo a empresa por dentro, e, junto com ela, o GLPI, que rapidamente se tornou minha ferramenta de todos os dias.
Passei por várias áreas e cargos:
- Como técnico, registrava e atendia chamados
- Como gestor de projetos, usei os módulos de tarefas e cronogramas
- Como responsável por capacitação, organizei bases de conhecimento
- Como supervisor de atendimento, me apoiei nos fluxos de aprovação e nas métricas
O GLPI estava sempre comigo, de formas diferentes, mas sempre no centro da operação. Essa relação ficou ainda mais próxima quando comecei a cuidar das demandas de Cloud e DevOps.
O cenário caótico antes da virada
Havíamos acabado de fazer um rehost da máquina do GLPI: tiramos da infraestrutura on-premises e levamos para a nuvem. A princípio, parecia uma solução rápida, mas o cenário era bem mais complexo.
O GLPI rodava em uma versão antiga, com diversas customizações específicas, plugins legados e uma base de dados considerável. E os problemas eram frequentes:
- Desempenho inconsistente
- Falhas recorrentes
- Histórico que nos deixava inseguros
- Até exportar a base era uma operação delicada
Lembro de noites em claro testando migrações, temendo qualquer instabilidade que pudesse interromper o atendimento. A tensão aumentou quando iniciamos uma reestruturação profunda no nosso fluxo de atendimento. Mais uma vez, o GLPI era peça-chave, mas claramente precisava evoluir.

GLPI sob pressão: vai um contêiner aí?
A Pellissari tinha um plano. E esse plano tinha o GLPI como pilar central da operação. Mas do jeito que as coisas estavam, não ia funcionar. A gente precisava de uma solução, e rápido.
É aí que entra minha versão favorita: Natan, o Evangelista DevOps. Eu já tinha uma ideia clara do que era necessário: tornar o GLPI mais confiável, mais performático e mais fácil de manter. Algo à prova do tempo, da pressa e dos pepinos de produção. De quebra, se trouxesse redução de custos, melhor ainda.
“A inovação floresce onde as pessoas se sentem seguras para experimentar e falhar.”
Felizmente, a Pellissari é esse tipo de lugar. Com carta branca do João Pelissari (fundador), era hora de botar a mão na massa.
Primeiro passo: separar o banco
Migramos para um serviço gerenciado (Database as a Service), ganhando estabilidade, disponibilidade real e alívio na manutenção. Menos preocupação com backup, failover ou atualização, e mais foco em evoluir o sistema.
Segundo passo: containerizar a aplicação
O GLPI roda em PHP e exige um bom punhado de dependências. Construímos uma imagem base com tudo que ele precisava: PHP atualizado, módulos essenciais, otimizações. Com isso, empacotamos a aplicação inteira em um contêiner, leve, portátil e pronto para escalar. O objetivo era claro: levar o GLPI para o Kubernetes e ativar o modo DevOps completo, com orquestração, escalabilidade, resiliência e CI/CD automatizado.
Mas não paramos aí. Para dar conta de múltiplas réplicas da aplicação, integramos o Redis para compartilhamento de sessões. Resultado? Experiência fluida e consistente para todos os usuários, mesmo em ambiente escalado horizontalmente.
Tudo isso foi consolidado em um repositório versionado, o que nos trouxe rastreabilidade real, controle de mudanças e muito mais facilidade para colaborar em equipe. E, como cereja do bolo, colocamos em prática uma esteira de CI/CD que automatizou boa parte do nosso dia a dia.

Resultado: confiável, moderno e eficiente
O GLPI finalmente se tornou o que sempre deveria ter sido. E não é só percepção, a gente mediu:
- Incidentes caíram drasticamente. SLA de disponibilidade em 2024 chegou a 99,9%
- Ambientes de homologação sob demanda, otimizando recursos
- Redução de 70% no custo da infraestrutura, mesmo com banco como serviço
- Segurança em dia, com atualizações constantes e dependências sob controle
Transformação que virou solução
Além de todas essas melhorias técnicas, percebi algo ainda mais valioso: meu trabalho com o GLPI finalmente tinha deixado de ser operacional para se tornar estratégico. Eu já não estava mais preso à sustentação ou aos ajustes emergenciais. Agora, o foco era evoluir, melhorar, pensar o futuro. Subir um novo ambiente GLPI passou a levar apenas 10% do tempo original.
Foi então que, em uma conversa com um cliente, ouvi algo que mudou tudo:
“Eu queria usar o GLPI, mas não tenho equipe técnica pra manter isso funcionando.”
Ali, caiu a ficha: estávamos com um produto de valor nas mãos. Uma solução robusta, validada no campo, que resolvia exatamente o problema de empresas que querem o GLPI, mas não conseguem dar conta da estrutura.
A partir daí, estruturamos o projeto dentro da Pellissari, nos tornamos parceiros oficiais da Teclib e hoje o GLPI SaaS da Pellissari é uma solução pronta para empresas que precisam organizar seu atendimento sem lidar com a complexidade técnica.

Como a Pellissari pode ajudar
Se sua empresa precisa de apoio para implantar ou manter o GLPI funcionando com eficiência, conte com a Pellissari. Temos a estrutura, o time e a experiência que você precisa para transformar o GLPI em uma solução real, sem dor de cabeça.
Por Natan Rigailo, Especialista em Cloud Sales Ops, Pré-vendas na Pellissari
