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O que o re:Invent 2025 sinaliza para 2026: governança, custo e segurança viraram pauta de board

O re:Invent 2025 mostrou que governança, custo e segurança deixaram de ser temas técnicos e passaram a ocupar a pauta estratégica das empresas em 2026.

23 de fev. de 2026 5 min de leitura · Equipe Pellissari

Do palco em Las Vegas para a sala do board

O AWS re:Invent é um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, realizado anualmente em Las Vegas pela Amazon Web Services. Ele reúne executivos, líderes de TI, engenheiros e empresas globais para apresentar tendências, novos serviços e a visão de futuro da computação em nuvem.

Mais do que lançamentos técnicos, o re:Invent se tornou um termômetro do que vai pautar as decisões estratégicas das empresas nos próximos anos.

Na edição de 2025, o recado foi claro: tecnologia continua sendo essencial para crescimento, mas agora precisa ser controlada, previsível e segura. Governança, custo e segurança deixaram de ser preocupações exclusivas da área técnica e passaram a ocupar a pauta de conselhos e lideranças para 2026.

Executivos discutindo estratégia de tecnologia


Da expansão acelerada à necessidade de controle

Nos últimos anos, muitas empresas priorizaram velocidade. Migraram sistemas, criaram novos serviços digitais e expandiram infraestrutura sem o mesmo cuidado com padronização, rastreabilidade e governança. Na prática, isso aparece em situações como:

  • Times criando máquinas virtuais e nunca desligando, gerando custos mensais invisíveis
  • Ambientes de teste que viram produção sem revisão de segurança
  • Ferramentas diferentes para o mesmo fim, sem integração nem controle central

O re:Invent 2025 mostrou que esse modelo chegou ao limite. Os principais sinais dessa virada incluem:

  • Crescimento expressivo de custos em ambientes mal governados
  • Dificuldade de prever orçamento de TI em médio prazo
  • Ambientes fragmentados, com múltiplas ferramentas e pouco controle central
  • Exposição maior a riscos de segurança e falhas de compliance

Isso explica por que, em 2026, a tecnologia passou a ser discutida não apenas como habilitadora, mas como um ativo que precisa ser governado.

Datacenter e infraestrutura de nuvem


Governança como base da decisão estratégica

No re:Invent 2025, a governança deixou de ser apresentada como burocracia e passou a ser tratada como pré-requisito para escala e sustentabilidade.

Governar TI significa saber exatamente:

  • O que existe no ambiente
  • Quem acessa
  • Quanto custa
  • Quais riscos estão associados

Sem um inventário confiável, uma empresa pode estar pagando por sistemas que já não suportam mais nenhum processo crítico. Entre os pontos mais reforçados no evento, destacam-se visibilidade total sobre ativos e contratos, padronização de processos, rastreabilidade de mudanças e dados confiáveis para tomada de decisão.


Custo deixou de ser métrica técnica e virou tema executivo

Outro sinal claro do re:Invent 2025 foi a mudança na forma como custos de TI são tratados. O foco deixou de ser apenas reduzir, e passou a ser prever, justificar e otimizar.

Hoje, o problema não é apenas gastar mais, mas não saber por que está gastando. Exemplos comuns:

  • Ambientes com recursos ociosos
  • Sistemas consumindo muito, mas sem gerar valor direto
  • Projetos que escalam rápido sem controle financeiro

A própria AWS destacou o papel das práticas de FinOps como elemento essencial, com ferramentas como Cost Explorer, AWS Budgets e políticas de tagging estruturado. Para 2026, o recado é direto: empresas que não conseguem explicar seus custos de tecnologia de forma clara tendem a perder autonomia nas decisões estratégicas.

Relatórios financeiros e indicadores de custo


Quem está gastando dentro da companhia?

O re:Invent 2025 trouxe também um alerta sobre a descentralização dos gastos em nuvem. Com múltiplas áreas contratando serviços diretamente, muitas empresas perderam a visibilidade de quem consome, o que consome e com qual retorno. Situações recorrentes:

  • Projetos autônomos iniciando instâncias sem passar pela área de TI
  • Falta de uma estrutura de contas organizada dentro do AWS Organizations
  • Tags inconsistentes ou ausentes, dificultando o rastreamento por área

A AWS reforçou a importância de combinar práticas de governança com estruturas de accountability, em que cada time seja responsável por justificar seus custos, com base em dados rastreáveis.


Segurança integrada à operação

A segurança apareceu com um novo enquadramento: não como resposta a crises, mas como parte da rotina operacional. Exemplos práticos do que muda quando segurança fica fora da rotina:

  • Falta de monitoramento que permite acessos indevidos por meses
  • Erros humanos que causam vazamentos
  • Ambientes sem logs que impedem a investigação de incidentes

Os pontos mais destacados foram monitoramento contínuo, integração entre segurança e governança, menos dependência de ações manuais e identificação rápida de comportamentos anômalos. Ferramentas como Security Hub, GuardDuty e IAM Access Analyzer foram destacadas como fundamentais.

Monitoramento de segurança em NOC


O que muda na prática para 2026

A principal mensagem do re:Invent 2025 é clara: tecnologia sem governança se tornou um risco estratégico. Na prática, isso exige:

  • Processos claros de governança de TI
  • Consolidação de dados operacionais
  • Indicadores conectados ao negócio
  • Menos improviso e mais previsibilidade

Para 2026, empresas que não estruturarem sua operação tecnológica com controle, previsibilidade e visibilidade terão dificuldade em crescer de forma sustentável.


Como a Pellissari pode ajudar

Se a sua organização precisa avançar nesse nível de maturidade, a Pellissari apoia a construção de uma TI mais organizada, segura e alinhada às decisões de negócio, traduzindo as melhores práticas de governança AWS para a realidade do seu ambiente.

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