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GLPI 11: o lançamento que fez até o DevOps chorar de emoção

Se você ainda não leu o artigo em que conto como a Pellissari modernizou seu sistema de tickets e transformou o GLPI em uma aplicação conteinerizada, recomendo dar

26 de dez. de 2025 4 min de leitura · Equipe Pellissari

Um ciclo que se fecha com o GLPI 11

Se você ainda não leu o artigo em que conto como a Pellissari modernizou seu sistema de tickets e transformou o GLPI em uma aplicação conteinerizada, recomendo dar um pulo lá antes de continuar aqui. Prometo que vai te ajudar a entender todo esse contexto e o porquê de eu ter ficado tão animado com esse lançamento.

Desenvolvedor trabalhando em código e containers


Onde tudo começou

Foi lá que tudo começou: um ambiente antigo, um GLPI pesado e o sonho de ver tudo rodando com leveza e escalabilidade.

Naquele momento, criar uma imagem Docker própria do GLPI não era só um capricho técnico, era uma necessidade. A Teclib ainda não oferecia nada oficial, e quem já tentou empacotar o GLPI sabe que não é exatamente uma receita de bolo. Foi ali, entre dependências PHP, extensões misteriosas e scripts teimosos, que nasceu a versão conteinerizada que sustentou nossa operação por anos.


A preparação para o GLPI 11

Com a iminência do GLPI 11, começamos a nos preparar para o que viria. A expectativa era grande, e sabíamos que, assim que a nova versão fosse lançada, nossos clientes iriam querer atualizar. A Pellissari já tinha uma base sólida rodando em contêineres, mas queríamos ir além: queríamos estar prontos para entregar o GLPI 11 no mesmo dia em que ele saísse.

Eu e meu parceiro Guilherme mergulhamos de cabeça em uma refatoração completa do nosso contêiner, com três objetivos:

  • Torná-lo mais flexível
  • Mais confiável
  • Mais seguro

Revisamos cada detalhe, dos scripts de inicialização às variáveis de ambiente, para que qualquer instância pudesse ser configurada de forma previsível e padronizada. A ideia era transformar o processo de subir um GLPI em algo previsível e elegante: um comando, e tudo se encaixa.

Além disso, construímos uma estrutura de releases automatizados, totalmente integrada ao repositório oficial do GLPI. Cada vez que a Teclib lançasse uma nova versão, nossa pipeline identificaria o release e geraria automaticamente uma imagem Docker correspondente. Deixamos de “reagir” aos lançamentos e passamos a andar juntos.

Pipeline e automação de software


O GLPI 11 chegou, e junto dele, a surpresa

O GLPI 11 finalmente chegou, e junto dele, uma enxurrada de novidades. Mas o que a gente não esperava era o que estava escondido bem lá no final do texto do release, quase como uma footnote despretensiosa: um link para a imagem oficial do GLPI no Docker Hub.

No meio da empolgação com as novas features, passamos batido. Nem mesmo a Teclib anunciou isso com o destaque que merecia. Só no próximo release, quando a referência à imagem apareceu com mais evidência, foi que percebemos o que tinha acontecido.

De primeiro momento, veio aquele leve ressentimento. Afinal, todo o trabalho que tivemos, as madrugadas refatorando, testando, criando automações, de repente parecia não ser mais necessário. Mas logo o sentimento mudou. Deu lugar à tranquilidade de saber que agora tínhamos um parceiro. A Teclib finalmente ouviu a comunidade e reconheceu a importância da conteinerização.


Do leve baque à maturidade técnica

Com a imagem oficial, ganhamos o melhor dos dois mundos. Aproveitamos o que já tínhamos construído (nossos scripts, parametrizações e pipelines), mas agora com uma base sólida e padronizada, diretamente mantida pela equipe responsável pelo próprio GLPI. Os ganhos:

  • Menos tempo com ajustes de compatibilidade
  • Mais previsibilidade nas atualizações
  • Garantia de que toda a comunidade está falando a mesma língua

No fim, foi um fechamento bonito para um ciclo. Ver o GLPI 11 nascer com uma imagem Docker oficial é, de certo modo, ver uma ideia amadurecer: não só a nossa, mas a da comunidade como um todo. O contêiner que um dia montamos por necessidade agora é parte do produto. E isso, para qualquer DevOps que já teve de compilar dependências às três da manhã, é motivo suficiente para se emocionar.

Ah, e não foi só para a versão 11: a Teclib lançou em seu Docker Hub todas as versões estáveis do GLPI. Um gesto que mostra o quanto a empresa entendeu o valor da padronização e da flexibilidade que o Docker trouxe.

Comunidade open source e colaboração


Como a Pellissari pode ajudar

Se você quer dar o próximo passo e levar o GLPI para um ambiente moderno, escalável e gerenciado em nuvem, a Pellissari pode te ajudar. Somos parceiros oficiais da Teclib e entregamos ambientes conteinerizados prontos para uso, com governança, automação e suporte especializado.

Por Natan Rigailo, Especialista em GLPI

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